Temporada de verão com clima quente e úmido favorece o aparecimento de escorpiões e requer cuidados dos moradores

A Prefeitura de Jacareí, por meio da Secretaria de Saúde, está realizando ações preventivas e educativas para orientar a população sobre como evitar acidentes com escorpiões, que estão cada vez mais presentes no meio urbano, adaptados ao ambiente humano devido ao crescimento das cidades.
Durante o verão, entre dezembro e março, o clima quente e úmido favorece o aparecimento desse animal, que costuma se abrigar em esgotos, entulhos e locais com acúmulo de lixo, onde também encontram alimento, como as baratas.
Como prevenir o aparecimento de escorpiões
Dentro de casas e apartamentos:
- Usar telas em ralos, pias e tanques;
- Vedar frestas existentes no assoalho, rodapés, paredes e muros;
- Afastar camas e berços das paredes;
- Verificar bem roupas e calçados antes de usar.
Em áreas externas:
- Manter quintais e jardins limpos, sem entulhos ou lixo;
- Armazenar o lixo em sacos bem fechados;
- Manter a grama aparada;
- Usar luvas e botas ao manusear entulhos ou fazer jardinagem.
O uso de pesticidas não é recomendado pelo Ministério da Saúde, pois não tem eficácia comprovada e pode aumentar o risco de acidentes.
O que fazer em caso de picada de escorpião?
Em caso de picada, procure imediatamente a UPA Dr. Thelmo de Almeida Cruz (Av. Engenheiro Davi Monteiro Lino, s/nº – Centro), unidade de referência do SUS em Jacareí com soro antiescorpiônico. Lavar o local da picada com água e sabão pode ajudar, desde que não atrase a ida ao atendimento médico.
Dados Epidemiológicos de 2025
Ao longo do ano de 2025, o município de Jacareí registrou 34 acidentes por escorpiões, conforme os dados oficiais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A incidência concentrou-se principalmente nos bairros Parque dos Sinos, Jardim Alvorada, Jardim Marcondes, Jardim Maria Amélia, Jardim Colônia e Parque dos Príncipes. A análise temporal mostrou um comportamento sazonal, com maior concentração de casos nos meses de maio, outubro e novembro, enquanto os meses de julho e agosto não apresentaram registros, evidenciando a influência de fatores ambientais e climáticos na dinâmica do escorpionismo.
Também foram contabilizadas 147 solicitações e denúncias da população, onde os picos de demanda ocorreram em março e agosto, com destaque para os bairros Villa Branca, Parque dos Sinos e Jardim Luiza, que se consolidam como áreas prioritárias para o controle preventivo.
Em resposta a esse cenário, a equipe de Vigilância Ambiental intensificou as operações de campo, totalizando 94 atividades operacionais. Este esforço incluiu 57 buscas ativas noturnas, 27 buscas diurnas e 10 ações educativas. A eficácia dessas intervenções resultou no recolhimento de 310 espécimes ao longo do ano, dado que confirma uma infestação significativa no perímetro urbano.
Em síntese, o panorama de 2025 demonstra que, embora o número de acidentes seja proporcionalmente inferior ao volume de denúncias e capturas, o escorpionismo permanece como um evento relevante de saúde pública. A dispersão territorial dos casos reforça a necessidade de estratégias permanentes que integrem manejo ambiental, educação em saúde e uma resposta rápida às demandas dos territórios mais afetados.
