Jacareí amplia acesso à saúde com oferta do implante contraceptivo ‘Implanon’ pelo SUS

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Método de longa duração e alta eficácia passa a ser disponibilizado para público prioritário, com profissionais da rede básica capacitados para o procedimento

O Ministério da Saúde passou a disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) o implante contraceptivo subdérmico liberador de etonogestrel, conhecido como ‘Implanon’. O método se destaca pela alta eficácia e longa duração, podendo agir no organismo por até três anos, o que o torna uma alternativa prática e segura no planejamento reprodutivo.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso aos métodos contraceptivos e contribuir para a redução de gestações não planejadas, além de impactar diretamente na diminuição da mortalidade materna.

Em Jacareí, as 19 Unidades Municipais de Saúde da Família estão aptas a realizar o encaminhamento para o procedimento, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Para garantir a oferta com segurança e qualidade, médicos da Saúde da Família da rede de atenção básica do município passaram por capacitação específica para a inserção do implante. Neste primeiro momento, o método é destinado a grupos prioritários.

Sobre o método

O implante subdérmico é um método contraceptivo de longa duração, altamente eficaz e reversível. Ele é inserido sob a pele e atua continuamente por até três anos, sem necessidade de manutenção durante esse período.

Após esse prazo, o implante deve ser retirado, podendo ser substituído imediatamente por um novo, caso haja interesse da usuária, também pelo SUS. A fertilidade é retomada rapidamente após a remoção.

Entre os métodos disponíveis na rede pública, apenas o DIU de cobre é classificado, assim como o implante, como LARC (contraceptivos reversíveis de longa duração). Esses métodos são considerados mais eficazes, pois não dependem do uso contínuo ou correto pela usuária, como ocorre com pílulas ou injeções hormonais.

Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Público prioritário

Neste momento, o implante será destinado, prioritariamente, a meninas e mulheres entre 14 e 49 anos dos grupos em situação de maior vulnerabilidade ou risco, como:

  • Adolescentes (14 a 19 anos), com ou sem histórico gestacional;
  • Mulheres vivendo com HIV/aids;
  • Mulheres em uso de talidomida ou parceiras de usuários do medicamento (quando indicado);
  • Mulheres com tuberculose multirresistente em tratamento;
  • Puérperas de alto risco com comorbidades graves;
  • Mulheres em situação de violência doméstica acompanhadas por serviços especializados;
  • Mulheres privadas de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas;
  • Mulheres vítimas de violência sexual atendidas em serviços de referência;
  • Mulheres com deficiência que não desejam gestar ou com contraindicação para gestação;
  • Mulheres residentes em áreas rurais;
  • Mulheres indígenas;
  • Mulheres imigrantes, refugiadas ou apátridas;
  • Mulheres com endometriose profunda;
  • Profissionais do sexo;
  • Homens transexuais.

Para mais informações ou dúvidas, as munícipes podem procurar a Unidade de Saúde de sua referência.