Após sete anos sem reajuste, tarifa social do transporte público de Jacareí tem novo valor a partir de 13 de julho

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A Prefeitura de Jacareí publicou um decreto no Boletim Oficial da última semana com os novos valores da tarifa do transporte coletivo urbano, que passa a valer a partir da próxima segunda-feira (13).

Esse é o primeiro reajuste da tarifa social desde 2019, que leva em conta a alta do combustível e dos insumos de rodagem no período, pelos reajustes salariais anuais e encargos, e pela redução sobre o número de passageiros.

Com a mudança, o usuário que paga com vale-transporte comum ou cartões de crédito ou débito, irá pagar R$ 4,50 por viagem, permanecendo como a mais baixa tarifa entre as cidades médias e grandes do Vale do Paraíba.

Já os estudantes que utilizarem o vale-transporte escolar, passarão a pagar R$ 2,70, enquanto quem pagar com dinheiro na catraca, a tarifa será de R$ 5. O objetivo da diferença entre cartão e espécie é estimular o pagamento com cartões (que atualmente já é de 87%), dando mais celeridade às viagens e reduzindo a circulação de dinheiro em espécie dos ônibus.

O valor da tarifa técnica do transporte público permanece em R$8,06. Esse aporte é feito pela Prefeitura, e serve para subsidiar moradores que possuem isenção ou pagam meia tarifa, como é o caso de Pessoas Com Deficiência e Estudantes.

A Secretaria de Mobilidade Urbana informa que os cartões de vale-transporte, seja comum ou escolar continuam sendo vendidos sem o reajuste até 12 de julho de 2026. Os créditos carregados até essa data poderão ser usados normalmente, mantendo o mesmo número de bilhetes, com prazo de carência de 30 dias para utilização.

Custeio do sistema de transporte municipal

Em 2025, o Poder Público custeou 34,47% do valor da tarifa, arcando com a diferença entre o custo real do serviço (atualmente de R$8,06) e o valor pago pelo usuário, conforme política de subsídio tarifário no município, criada em 2019.

Para 2026, a projeção é de que essa participação salte para cerca de 48%, ou seja, a Prefeitura passaria a custear praticamente metade de cada passagem, sem que haja, até o momento, qualquer repasse intergovernamental de origem federal ou estadual, o que representa um comprometimento expressivo do tesouro municipal e da previsão orçamentária já aprovada.