Jacareí

História

O povoamento de Jacareí começou, em 1652, com o nome de Nossa Senhora da Conceição da Parayba, pela iniciativa de Antônio Afonso e seus três filhos. Foi elevada a vila em 22 de novembro de 1653 e tornou-se cidade em 3 de abril de 1849. Antigo caminho para as “minas gerais”, usando o rio Paraíba, Jacareí passou de humilde pousada colonial de tropeiros, ao longo dos anos, para cidade progressista, a partir de 1790, com o café no Vale do Paraíba.

O núcleo inicial “parece ter sido” a Capela do Avareí (1728) e depois o Largo da Matriz (século 19), que foi urbanizado na década de 1930. Atualmente, o largo da Matriz é palco das festas em homenagem à padroeira da cidade, Imaculada Conceição, que são realizadas há mais de 100 anos. O dia da padroeira é 8 de dezembro, feriado municipal. Em 1920, a igreja passa por uma reforma, na qual são imprimidos os traços atuais.

Já a Santa Casa de Misericórdia, teve a sua instalação oficializada em 1850. A edificação do hospital foi feita graças a donativos arrecadados e pelo trabalho gratuito dos negros escravos, cedidos pelos senhores abastados. Em 1854, terminada a primeira parte da construção e feitas as instalações preliminares, a Santa Casa começou a funcionar. O Brasão, a Bandeira e o Hino Oficial da cidade foram instituídos por lei municipal em 1952, 1961 e 1969, respectivamente.

Origem do Nome

Em 27 de outubro de 1700, recebeu o nome de Vila de Paraíba. Em 1849 passou a ser município. Existem duas hipóteses diferentes para a origem do nome “Jacareí”.

Segundo uma delas, há muito tempo havia um grande número de jacarés nas lagoas e no Rio Paraíba do Sul. Durante a realização de reunião social, à margem do rio próximo à lagoa, uma das pessoas que ali se divertia, olhando a grande quantidade de jacarés, fez uma observação sobre a cena. Foi esta simples interjeição, que ligada a jacaré, deu como resultado: Jacareí.

A outra hipótese é a palavra vir do tupi-guarani – icare-ig – que significa “Rio dos Jacarés”.


Hino


foto_bandeiraBandeira de Jacareí

 


Brasão JacareíBrasão

O Brasão de Jacareí foi instituído pela lei nº 229, de 9 de outubro de 1952. O projeto de lei foi encaminhado à Câmara pelo prefeito da época, professor Luiz de Araújo Máximo, em 19 de setembro de 1952, acompanhado do ofício nº 244/52.

O projeto de que instituiu o Brasão do município foi aprovado pelo legislativo em 1ª discussão no dia 26 de setembro e em 2ª discussão no dia 6 de outubro, em 1952. São assim as características do Brasão do Município, que reportam os fatos históricos desde a fundação do arraial conforme seguem:

Em escudo português, cortado e partido, encimado pela coroa mural privativo das municipalidades:

No primeiro quartel – À direita, em vermelho um rio de prata do qual emerge um jacaré, ao natural representa as armas falantes da cidade, segundo o seu significado em língua brasílica.

À esquerda um leão de prata sobre o campo vermelho, peça do escudo dos Afonsos, no velho armorial (S.M. Livro onde vêm registrados os brasões) português, evocando os Aiqueira Afonsos (1) fundadores do arraial em 1652, elevado à cidade em 1849.

No segundo quartel – Lance de muralha ao natural, sobre campo de prata, abaluarteado e ameiado, com portão e seteiras, recordando que Jacareí era o reduto ou casa forte de Bartolomeu Fernando de Faria (2), notável sertanista do século XVIII.

À porta do baluarte, uma figura de sentinela, armada de arcabuz (S.M antiga arma de fogo portátil, espécie de bacamarte), revestida do gibão de armas dos bandeirantes paulistas, recordando o feito de Bartolomeu Fernandes de Faria.

A ele se refere também a divisa de letras de prata sobre campos vermelhos, com os dizeres: Pelo Direito e a Honra dos Paulistas – Pró-Paulistarum Jure et Honoré.

Os campos e café, frutados, lembram quanto deveu Jacareí à sua lavoura cafeeira.

Como tenentes figuram: à direita, um oficial do regimento “2º Corpo de Infantaria de Guaratinguetá e Vilas do Norte”, criado pelo Morgado de Mateus, em 1766; à esquerda, um soldado da Guarda de Honra de Dom Pedro I, rememorando que Jacareí foi a segunda vila do Brasil visitada pelo primeiro de estado do Brasil Independente, logo após o 7 de setembro.

Sobre a arte central da coroa mural, um escudete de campo azul, com a lua crescente, evocando Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Jacareí.

• 1 A alusão à Aiqueira Afonsos é um lapso que consta do original da lei.
• 2 O nome correto é Bartolomeu Fernandes de Faria. No original da lei encontra-se com a incorreção.
• 3 A descrição do Brasão de Jacareí foi projetada pelo historiador Dr. Afonso de Taunay , à época diretor aposentado do Museu Paulista.

Fonte: Livro, “Histórias, Gentes e Cousas de Minha Terra”. Autor Benedicto Sérgio Lencioni